sexta-feira, 12 de outubro de 2007

DESIGULDADE RACIAL DIMINUI O SALÁRIO DA POPULAÇÃO NEGRA

"Desigualdades: brancos ganham 40% mais do que negros, diz IBGE Brancos ganham em média 40% a mais do que negros ou pardos com a mesma faixa de escolaridade, segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais 2007, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa considerou os rendimentos-hora de acordo com grupos de anos de estudo. O levantamento também apontou que os negros ou pardos são maioria entre os pobres, enquanto brancos são minoria. A distribuição entre os 10% mais pobres e o 1% mais rico mostra que negros e pardos eram mais de 73% entre os mais pobres e somente pouco mais de 12% entre os mais ricos. Por sua vez, os brancos eram, em 2006, 26,1% dos mais pobres e quase 86% na classe mais favorecida. De acordo com o IBGE, as desigualdades se verificavam em todas as grandes regiões do País. A Síntese dos Indicadores Sociais 2007 - Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira foi baseada nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados pelo próprio instituto no último dia 14 de setembro. O Pnad é realizado anualmente e entrevistou 410.241 pessoas, em 145.547 domicílios em todo o Brasil, em 2006. (fonte Boletim do Sindicato dos Jornalistas Profissionais RS)"

recebido de MARIA MULHER RS.

Um comentário:

Ceura disse...

Olá,
Sou professora negra atuando no RS e estou inserida nestas pesquisas. Tenho uma histórico de vida cheio de dificuldades. Deixei a infancia para trás muito cedo (10 anos) para trabalhar e ajudxar uma familia de 8 irmãos de uma mãe joven viúva e extremamente pobre saida da roça para a cidade. Mantive meu foco na ascenção pela Educação Formal e fui em frente derrubando os "muros" que construiram a minha volta para chegar ao que sou hoje. Professora mestre em letras pela Universidade Federal do Paraná. Sempre trabalhei com dupla jornada para sustentar-me e ajudar a familia que ficou no RS. Custeei meus estudos (livros, moradia, alimentação) apesar de não pagar pela universidade, que é pública, o custo de manter-se nela não é baixo, menos ainda em um grande centro como Curitiba. Hoje, de volta ao RS para usufruir junto a minha familia e compensá-la (e compensar-me), sou nada mais que uma mendiga: pelos 10 anos de distanciamento recebo a recompensa de um salário quase mínimo (cerca de R$500,00) ofertada pela Secretaria de Educação Estadual RS. Professora contratada não tem direito a ganhar por sua qualificação, por sua titulação alcançada a duras penas. Pergunto-me sempre se valeu a pena? Será que como doméstica, ou qualquer outra profissão eu não teria conpensação financeira melhor? Tenho 44 anos, adoro ser professora, escolhi esta profissão por amor, mas e o amor próprio onde fica nesta história?
Agradeço se puderem dar-me uma palavra de consolo, pois estou perdendo as esperanças! E é tudo que me resta...