
domingo, 29 de março de 2009
Saúde: um direito de tod@s
O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo. Ele abrange desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a população do país. Amparado por um conceito ampliado de saúde, o SUS foi criado, em 1988 pela Constituição Federal Brasileira, para ser o sistema de saúde dos mais de 180 milhões de brasileiros. de medicamentos –, atingindo, assim, a vida de cada um dos brasileiros.
Saúde da População Negra

"Promover a eqüidade na atenção à saúde da população negra" é o lema que resume várias dire
trizes aprovadas no Plano Nacional de Saúde (PNS), referentes a uma dívida histórica do Estado Brasileiro em relação à metade de nossa população. Em agosto de 2004, realizou-se o Seminário Nacional de Saúde da População Negra, que ficará como um grande marco na construção dessa eqüidade.
A mãe da menina de nove anos que ficou grávida após ser abusada pelo padrasto e passou por um aborto em Pernambuco foi indiciada anteontem sob acusação de negligência. Segundo o delegado Antônio Luiz Dutra, responsável pelas investigações, houve omissão por parte da mulher. "Ela faltou na responsabilidade de proteger as filhas."
O então companheiro dela, de 23 anos, confessou à polícia ter abusado sexualmente da menina e da irmã dela, de 14 anos, que possui problemas mentais, por cerca de três anos.
"Como que ela disse que dava banho todo dia nas meninas e não percebia nada de estranho nelas?", questionou Dutra. Ele afirmou, no entanto, que o indiciamento não quer dizer que ela foi coautora dos abusos.
O inquérito foi entregue à Justiça de Alagoinha (230 km de Recife), onde o padrasto responde acusado de estuprar as duas meninas. Ele está preso desde o dia 27 de fevereiro em Pesqueira, cidade vizinha.
A mãe, de 42 anos, e as duas filhas estão em um abrigo em lugar não divulgado em Recife. A menina, que passou pelo aborto de gêmeos no dia 4 de março, e a irmã estão recebendo atendimento psicológico.
De acordo com a Secretaria Especial da Mulher, que tem dado assistência à família, a mãe ainda não sabe do indiciamento. A partir da próxima semana, a pasta vai analisar o caso com a ajuda de advogados.
Caso seja condenada, a pena da mãe da menina pode chegar a dois anos de prisão.
O aborto ganhou repercussão quando o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, tentou barrar o procedimento procurando os pais da menina, os diretores do hospital onde ela estava internada e o Tribunal de Justiça de Pernambuco. Sem sucesso, ele lembrou a lei canônica e afirmou que a mãe e os médicos que participaram do aborto estavam automaticamente excomungados da Igreja Católica.
O então companheiro dela, de 23 anos, confessou à polícia ter abusado sexualmente da menina e da irmã dela, de 14 anos, que possui problemas mentais, por cerca de três anos.
"Como que ela disse que dava banho todo dia nas meninas e não percebia nada de estranho nelas?", questionou Dutra. Ele afirmou, no entanto, que o indiciamento não quer dizer que ela foi coautora dos abusos.
O inquérito foi entregue à Justiça de Alagoinha (230 km de Recife), onde o padrasto responde acusado de estuprar as duas meninas. Ele está preso desde o dia 27 de fevereiro em Pesqueira, cidade vizinha.
A mãe, de 42 anos, e as duas filhas estão em um abrigo em lugar não divulgado em Recife. A menina, que passou pelo aborto de gêmeos no dia 4 de março, e a irmã estão recebendo atendimento psicológico.
De acordo com a Secretaria Especial da Mulher, que tem dado assistência à família, a mãe ainda não sabe do indiciamento. A partir da próxima semana, a pasta vai analisar o caso com a ajuda de advogados.
Caso seja condenada, a pena da mãe da menina pode chegar a dois anos de prisão.
O aborto ganhou repercussão quando o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, tentou barrar o procedimento procurando os pais da menina, os diretores do hospital onde ela estava internada e o Tribunal de Justiça de Pernambuco. Sem sucesso, ele lembrou a lei canônica e afirmou que a mãe e os médicos que participaram do aborto estavam automaticamente excomungados da Igreja Católica.
Agência Folha/Recife Renata Batista
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